segunda-feira, 17 de agosto de 2015

QUOTES: Cidades de Papel - John Green


Olá, hoje eu venho trazer os quotes do livro Cidades de Papel do John Green (confira a resenha aqui) que eu reli para a #MLI2015 e marquei váaarias coisas.


"Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio, nem ganhar um Prêmio Nobel, nem virar ditador de uma pequena ilha no Pacífico, nem ter um câncer terminal de ouvido, nem sofrer combustão espontânea. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós. Eu poderia ter presenciado uma chuva de sapos. Poderia ter pisado em Marte. Poderia ter sido engolido por uma baleia. Poderia ter me casaco com a rainha da Inglaterra ou sobrevivido meses à deriva no mar. Mas meu milagre foi diferente. Meu milagre foi o seguinte: de todas as casas em todos os condados em toda a Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman." Pág. 11

"Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um." Pág. 16

" - Você sabia que na maior parte de toda a história da humanidade a expectativa média de vida foi inferior a trinta anos? Você podia contar com mais ou menos uns dez anos de vida adulta, certo? Não havia planos de aposentadoria. Não havia planos de carreira. Não havia planos. Não havia tempo para planejar. Não havia tempo para o futuro. Mas aí a expectativa de vida começou a aumentar, e as pessoas começaram a ter mais e mais futuro e a passar mais tempo pensando nele. No futuro. E agora a vida se tornou o futuro. Todos os momentos da vida são vividos no futuro: você frequenta a escola para entrar na faculdade para arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal e mandar os filhos para a faculdade para que eles consigam arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal para mandar os filhos para a faculdade." Pág. 41

" - Isso sempre me pareceu tão ridículo, que as pessoas pudessem querer ficar com alguém só por causa de beleza. É como escolher o cereal de manhã pela cor, e não pelo sabor." Pág. 47

" - Meu coração está acelerado - falei.
- É assim que a gente sabe que está se divertindo - disse Margo." Pág. 53

"Não dava para dissociar a pessoa Margo do corpo Margo. Não dava para ver uma coisa sem a outra. Ao olhar para os olhos de Margo, via-se tanto o azulão deles quanto o jeito Margo de ser. No final das contas, não dava para dizer que Margo Roth Spiegelman era gorda ou magra, do mesmo jeito que não dá para dizer que a torre Eiffel é ou não solitária. A beleza de Margo era uma espécie de invólucro selado de perfeição - intacto e inviolável." Pág. 59

" - Eis o que não é bonito em tudo isso: daqui não se vê a poeira ou a tinta rachando ou sei lá o quê, mas dá para ver o que este lugar é de verdade. Dá para ver o quanto é falso. Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel. Quer dizer, olhe só para ela Q: olhe para todas aquelas ruas sem saída, aquelas ruas que dão volta em si mesmas, todas aquelas casas construídas para virem abaixo. Todas aquelas pessoas de papel vivendo suas vidas em casas de papel, queimando o futuro para se manterem aquecidas. Todas as crianças de papel bebendo cerveja que algum vagabundo comprou pra elas na loja de papel da esquina. Todos idiotizados com obsessão por possuir coisas. Todas as coisas finas e frágeis como papel. E todas as pessoas também. Vivi aqui durante dezoito anos e nunca encontrei ninguém que se importasse realmente com qualquer coisa." Pág. 68

"E eu senti o fio ininterrupto, o meu e o dela, se esticando desde nossos berços até o cara morto, de quando éramos apenas conhecidos até agora. E eu queria dizer que para mim o prazer não estava no planejamento ou na execução ou na saída; o prazer estava em ver nossos fios se cruzarem e se separarem, e depois se tocarem de novo" Pág. 91

"Naquela noite deitei de lado na cama, encarando pela janela o mundo invisível lá fora. Tentei dormir, mas a toda hora meus olhos se arregalavam, só para checar. Eu não podia parar de torcer para Margo Roth Spiegelman voltar à minha janela e arrastar meu corpo exausto para mais uma noite que eu jamais esqueceria." Pág. 108

"De pé diante do prédio, faço uma descoberta sobre o medo. Descubro que não são as fantasias despreocupadas de alguém que talvez queira que coisas importantes aconteçam a si, ainda que a coisa importante seja algo terrível. Não é a aflição de ver um estranho morto, ou o susto de ouvir um tiro vindo da casa de Becca Arrington. Não é algo que se resolve controlando a respiração. Esse medo não pode ser comparado a nenhum medo que um dia conheci. É a emoção mais básica de todas, uma sensação que já estava conosco antes de existirmos, antes de este prédio existir, antes de a Terra existir. Foi este medo que fez os peixes rastejarem para a terra e desenvolverem seus pulmões, o medo nos ensina a correr, o medo que nos faz enterrar nossos mortos." Pág. 163

" ... Ahab é um tolo por perseguir sua obsessão. Mas também podemos dizer que existe algo de tragicamente heroico em lutar uma batalha na qual se está fadado a perder. A esperança de Ahab é um tipo de loucura ou é a exata definição de humanidade?" Pág. 182
PS: Capitão Ahab é um personagem do livro Moby Dick.

"Eu precisava descobrir como Margo era quando não estava sendo Margo." Pág. 195

"... porque, antes de fazer sentido, as coisas precisam ser ouvidas." Pág. 225

" Quanto mais eu trabalho, mais percebo que os seres humanos carecem de bons espelhos. É muito difícil para qualquer um mostrar a nós como somos de fato, e é muito difícil para nós mostrarmos aos outros o que sentimos." Pág. 227

"Margo não era um milagre. Não era uma aventura. Nem uma coisa sofisticada e preciosa. Ela era uma garota." Pág 228 (JURA Q?)

"É muito difícil ir embora - até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo." Pág. 262

"Conseguimos escutar os outros e podemos viajar viajar até eles sem sair do lugar, imaginá-los, e estamos todos interligados por um sistema radicular meio doido, como o das folhas de relva - mas o jogo me faz imaginar se somos realmente capazes de nos tornar os outros." Pág. 297

"Mas eu ainda queria fazer aquilo com você; gostava da ideia de talvez ser capaz de criar em você ao menos um eco do herói cafajeste da minha história de criança." Pág. 347

"O para sempre é composto de agoras." Pág. 351

"Nada acontece como a gente acha que vai acontecer." Pág. 354

"Gosto dos fios. Sempre gostei. Porque é exatamente assim que eu me sinto. No entanto, acho que eles fazem a dor parecer mais fatal do que realmente é. Não somos tão frágeis quanto os fios nos fariam acreditar. E gosto da relva também. Foi ela que me trouxe até você, que me ajudou a imaginá-lo como uma pessoa de verdade. Mas não somos brotos diferentes da mesma planta. Eu não consigo ser você. Você não consegue ser eu. Por mais que você imagine o outro, nunca o imaginará com perfeição, não é?" Pág. 357

"Dizer essas coisas é o que nos impede de desmoronar. E, talvez, ao imaginar esses futuros, a gente possa torná-los reais, ou não; de qualquer forma temos que imaginá-los. A luz sai e nos inunda." Pág. 360

Depois de muuuuuuuuitos quotes - ai minha mão - eu posso dizer que o John sempre vem com várias passagens que merecem ser marcadas, mas a minha opinião inicial sobre o livro que eu fiz na resenha, continua sendo a mesma, e a nota também.


2 comentários:

  1. Ola, parabéns pelo blog, gostei dos quotes ainda não le o livro mas agora fiquei curiosa...
    voce mandou msg no skoob *-* só vi ela hoje perdoe-me mas estou aqui ok
    e ja estou seguindo bjks
    www.leituraecia.com.br

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